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Planeta dos Macacos: O Confronto - Conflito entre selvagens

MacacosposterNesses sete meses de trabalho no Pisovelho, tive a oportunidade de falar sobre alguns dos grandes blockbusters do final de 2013 e deste primeiro semestre de 2014. Foram eles: O Hobbit: A Desolação do Smaug, Robocop, X-Men: Dias de um Futuro Esquecido e mais recentemente No Limite do Amanhã. De uns tempos pra cá, meu tempo para assistir filmes e séries diminuiu radicalmente, então passei a ser mais seletivo na hora de escolher as obras para apreciar, principalmente quando se tratava de ir ao cinema presencialmente. Assim, esses foram alguns dos blockbusters que já havia selecionado e que tinha muita vontade de ver e que, realmente, não me desapontaram. Em todos os que mencionei, até gostei bastante do resultado final. No entanto, é triste apontar que até mesmo sob a direção de cineastas extremamente competentes, como Peter Jackson, Bryan Singer ou até mesmo o brasileiro José Padilha, sempre fica faltando algo para que o trabalho possa ser considerado extremamente marcante ou impecável.

TViciados (11) - 24 Horas: Live Another Day

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Quem acompanha ou é fã de uma série, sabe como ninguém da sensação que se tem quando tal série tem o seu fim. Por mais que o seriado tenha tido seus maus momentos ou até mesmo que não emplacasse há muito tempo, a sensação de saudade fica e até os maiores erros são perdoados por nós, fiéis espectadores. No entanto, quem acompanha ou é fã de uma série também sabe como ninguém da sensação que se tem quando tal série é – repentinamente – renovada. A sobrevida do programa parece ser a nossa sobrevida, onde um sorriso enche nosso rosto só de imaginar o retorno de todos aqueles personagens que adoramos (ou odiamos) e de todos os vai-e-véns da trama, podendo-se mencionar até – vá lá – as falhas típicas que amávamos odiar. Bom, quem é fã de 24 Horas já teve essa experiência mais de uma vez, tendo terminado a última delas (de maneira definitiva, por enquanto) na última segunda, 14 de Julho, com a exibição do último episódio da última temporada, denominada Live Another Day.

Volume Máximo (31) – Ao resgate

LP

Linkin Park foi uma das bandas que marcaram a época da minha adolescência, e apesar de todos os meus colegas curtirem a banda, o neo-metal nunca chegou a ser unanimidade no meu gosto musical. Depois de anos de estrada, a banda lança seu sexto álbum de estúdio, The Hunting Party, e a sensação é que estou vivendo aquela época outra vez.

Chester Bennington abre o disco aos berros e na primeira faixa, Keys To The Kingdom, fica claro a proposta de resgatar o som pesado que fez a banda ganhar fama mundial. Um som pesado que une música industrial com rap e que virou tendência no final dos anos 90. O novo álbum é um resgate ao melhor momento da banda, e esse melhor momento pode ser ouvido na explosiva Guilty All The Same. O projeto também tem participações de outros artistas como Daron Malakian do System Of A Down e Tom Morello do Rage Against The Machine. Fora algumas inserções entre as músicas que entregam uma melhor unidade ao disco. Linkin Park continua uma banda jovem como nunca. 

Locadora (42) - Entre a ficção e a realidade

AmanhaNa onda do fluxo temporal, No Limite do Amanhã é mais uma das ficções científicas recentes que tratam – junto a boas doses de ação e romance – de experiências com o tempo. No longa dirigido por Doug Liman, o fato de reconhecermos na trama elementos já vistos em muitos outros filmes trabalha tanto a favor quanto contra, trazendo previsibilidade em alguns momentos, mas tornando o filme mais divertido em outros.

Aqui Tom Cruise interpreta Cage, assessor de imprensa do Exército que se vê obrigado a lutar sem experiência alguma em uma das batalhas mais importantes em meio a um mundo que sofre ataques de alienígenas (chamados de miméticos) e cujos países são colocados uns contra os outros devido a isso. Sua falta de habilidade acaba fazendo com que ele morra rapidamente da batalha, porém, surpreendentemente, ele acaba retornando imediatamente para o início do seu dia até que morra novamente. Com a ajuda de Rita (Emily Blunt), Cage descobre, no entanto, que essa sua capacidade de resetar o dia pode se tornar uma grande arma contra os miméticos.

Ainda que prejudicado em alguns momentos por um Cruise mediano e pelo excesso de comicidade, No Limite do Amanhã termina por se mostrar um filme divertido e bem roteirizado dentro de seus objetivos como longa de ação, mesmo que diminuído caso comparado a exemplares recentes de temática parecida, como o ótimo Contra o Tempo.

Nota: Bom

Na Estante (13) - Anvil! A História de Anvil (2008)

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“Nunca desista de seus sonhos”. Você já deve ter ouvido bastante esta frase, seja em discursos motivacionais ou livros de autoajuda, mesmo que ela possa se tornar apenas um clichê otimista, nunca deixa de ser uma verdade.

Somos movidos por sonhos, e se não conseguimos torná-los concretos, é quando surge a tão temível realidade, a hora de colocar o pé no chão e aceitar o seu limite. Muitas pessoas acreditam nisso, e acabam vivendo vidas infelizes e querendo que seus sonhos sejam realizados pelos filhos. Não estou dizendo que todos os sonhos terão um final feliz, mas como vemos no brilhante documentário Anvil! A História de Anvil, o importante é nunca desistir de seu sonho, é nunca desistir de quem você é. 

O diretor Sacha Gervasi, ex-roadie da banda Anvil, lançou em 2008 um documentário que acompanha o cotidiano dos dois fundadores da banda, formada pelo baterista Robb Reiner e o vocalista/guitarrista Steve 'Lips' Kudlow, e mostra a batalha deles para um possível retorno ao sucesso que eles tiveram nos anos 80. O problema é que nem todos os artistas conseguem um contrato milionário, e é esse o outro lado da música que Gervasi está interessado em revelar.