-->

Mad Max: Estrada da Fúria – O futuro segundo os loucos

Mad

O mundo pós-apocalíptico sempre foi uma das principais marcas, e protagonistas, de Mad Max. Assim, a história é deixada em segundo plano, sendo apenas necessária para um empurrão básico que irá motivar os personagens para o conflito. Este mundo, que divide o protagonismo com o ex-policial Max Rockatansky (interpretado por Mel Gibson na trilogia clássica), é extremamente empoeirado, steampunk e insano. Características que mais importam para o criador George Miller que estabeleceu o visual na época do que era o meu favorito da franquia, Mad Max – A Caçada Continua (nem gosto de lembrar do terceiro), mas que agora perdeu a posição para o brilhantemente louco Mad Max – Estrada da Fúria

O filme não se propõe em nenhum momento ser um reboot, remake ou continuação dos antecessores, e sim mais um conto individual deste universo. Escrito por Miller, junto com a dupla Brendan McCarthy e Nick Lathouris, o roteiro entrega uma breve contextualização nos primeiros minutos daquele cenário dominado por areia com uma população miserável sedenta por água e governada por criminosos, pois o resto da explicação que você precisa para entender melhor a mitologia presente está transpirando em cada detalhe do design de produção e nas faces lunáticas dos personagens. Nada mais precisa ser dito quando se ouve o som do motor.

The Desired Effect – Brandon Flowers

DE1

Sou um defensor da música pop e, como todo estilo de música, há o lado ruim e o lado bom. É gratificante quando um artista consegue fazer algo mais acessível ao grande público e, mesmo assim, soar autêntico e honesto, sem se deixar levar pela ganância de ser o mais do mesmo só para ganhar uma grana. Um ótimo exemplo disso é a banda sueca Roxette, e dos artistas atuais posso citar Mika, James Blunt, Lorde, Maroon 5 e Bruno Mars.

Locadora (51) – Fora do Tom

Grey

Se Christian Grey (Jamie Dornan) fosse retratado como um homem abusivo, controlador e psicótico que, ao perceber uma carência e fragilidade da protagonista interpretada por Dakota Johnson, a história de Cinquenta Tons de Cinza poderia ser uma ótima oportunidade de estudo de personagem. Um recomendado exemplo disso é o filme Possuídos de William Friedkin. Contudo, é assustador que a produção do filme ignore quem é Christian Grey em prol de fazer um romance convencional com uma abordagem “diferente”, “moderna”, porém algo que este filme passa longe é de ser contemporâneo.

O roteiro em si não convence quando é apresentada a personagem Anastasia Steele, uma mulher que, apesar de parecer reclusa, tem uma amiga que está disposta a ouvir seus problemas, um pretendente, uma família que a ama, cursa literatura, e, mesmo sem nenhum trauma, se apaixona pelo primeiro milionário que acabou de conhecer em poucos minutos. No entanto, o maior absurdo é o relacionamento entre ela e Grey. A moça aceita passivamente o comportamento abusivo dele que chega ao cúmulo de propor um ridículo contrato para a relação, a tornando uma propriedade de papel assinado. Sim, em certas cenas há uma relutância por parte dela, mas ela ainda acredita que o amor poderá muda-lo, enquanto aproveita os presentes caros e passeios de planador. Além do sexo mais sem graça que já assisti no cinema. 

Sobre a fantasia sexual de Grey – o grande atrativo que ouvi tanto falar sobre o livro – seria o de menos, se a iniciativa partisse de ambos os lados, porém o filme não sabe diferenciar o que é prazer do abuso sexual, e trata o comportamento agressivo de Grey como se fosse um problema de relacionamento que precisa ser superado. Um filme que não dá nenhuma justificativa para a mulher ser dependente do homem, e se orgulha de seu galã. Em tempos de Frozen e Jogos Vorazes, esse ponto de vista está totalmente fora do tom.   

Nota: Ruim

TViciados (13) – Demolidor

Devil

Com o lançamento de Vingadores – Era de Ultron, a Marvel Studios praticamente encerra a segunda fase do seu universo nos cinemas, “praticamente” porque ainda falta a estreia de Homem-Formiga. Contudo, se você pensa que só na telona poderá ver os personagens da editora, não se engane, o estúdio também investe na TV, abrangendo o universo ainda mais. Assim temos séries como Agents of S.H.I.E.L.D. e Agent Carter com as histórias já estabelecidas em grandes emissoras, porém não o bastante.  

Através de mais um projeto ambicioso, o estúdio desenvolve, em parceria com a Netflix, um novo grupo de heróis, os Defensores. Cada integrante deste grupo terá sua própria temporada para depois unir todos em uma única série, e quem sabe ajudar os Vingadores no cinema.  

Vingadores – Era de Ultron

V2poster

Um dos blockbusters mais aguardados de 2015, Vingadores – Era de Ultron direciona um novo caminho que o universo Marvel irá seguir daqui pra frente. Com uma franquia já estabelecida no cinema, o estúdio também investe e expande seu universo na TV, tendo a oportunidade  com as séries de abordar personagens que dificilmente teriam espaço no grupo principal (não é o caso do Demolidor, mas a liberdade que a TV proporciona foi a melhor escolha  para o personagem). Agora, neste recente filme, um dos mais fechados e concisos da franquia, além de preparar terreno para futuras aventuras, desenvolve os conflitos internos do grupo e mostra que nem tudo são flores na vida de um super-herói, principalmente quando o principal perigo para a humanidade pode vir deles.  

O diretor Joss Whedon é novamente o responsável pelo carro-chefe da Marvel, e através de um roteiro simplista na estrutura narrativa, mas com sub-tramas que trazem um certo ar de complexidade, Era de Ultron trata sobre o começo do fim deste super grupo, e um dos principais motivos para isso, um dos maiores acertos deste filme, sem sombra de dúvidas, é Ultron.