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Volume Máximo (37) – Caminhos diferentes

Scorpions

O rock não morreu, só estava curtindo umas férias. Fora as frases de efeito, é com prazer que comento sobre o recente álbum da banda alemã Scorpions, uma das mais clássicas do rock e que recentemente chegou à marca de 50 anos.

O vocalista Klaus Maine anunciou, quando este site ainda estava gatinhando em 2010, que Sting In The Tail seria a despedida da banda aos trabalhos inéditos. Contudo, após um álbum de regravações, uma longa turnê de aposentadoria e um show acústico, a banda retorna com o inédito Return To Forever. Um trabalho que deste a primeira audição não soa gratuito, e mostra que a banda ainda tem muito fôlego para deixar qualquer roqueiro feliz. É verdade que os alemães não arriscam-se muito e preferem trabalhar na zona de conforto com um som que os fãs esperam, apresentando o bom e velho rock farofa que os consagrou.

Selma - Uma marcha pela igualdade

Selma0A partir do século XIX principalmente, vários países do mundo começaram a abolir de suas respectivas legislações cláusulas que tornavam a escravidão – naquele tempo a roda que movia a economia de boa parte dos Estados – legal. Em 1833 na Inglaterra, em 1865 nos Estados Unidos, em 1888 no Brasil... Abolida a escravidão, tais países tiveram que lidar com um problema ainda maior e que, para muitos, se estende até hoje: como tirar da cabeça da população branca a ideia de que o negro não é um objeto ou um ser que merece ser subjugado? Como acabar com o apartheid racial considerado mais do que normal por aqueles que precisavam do negro para conseguir manter as suas fortunas? Passado mais de um século, vemos diariamente casos de racismo persistirem até nos países em que ainda chamamos de “primeiro mundo”. O cinema, sempre ligado à sua função social, acompanhou a luta pelos direitos dos negros desde o seu princípio: foi desde clássicos como A Cor Púrpura e Faça a Coisa Certa até exemplares mais recentes como Histórias Cruzadas e Fruitvale Station.

Kingsman: Serviço Secreto – O encontro do clássico com o moderno

Kings

Há realizadores no cinema que são conhecimentos por especificas características tanto na direção quando na escolha dos temas. Assim temos caras como Paul Thomas Anderson e os conflitos entre pai/filho ou aprendiz/mestre, os protagonistas fracassados e melancólicos dos irmãos Coen, a violência estilizada de Tarantino e a máfia por Scorsese, além da racionalidade de Kubrick, Fincher e Nolan. Contudo, um recente fenômeno vem dominando Hollywood deste da última década: as adaptações em quadrinhos ou, de preferência, filmes para o público nerd (ao qual me incluo). Consigo me lembrar facilmente de diretores que estão se especializando neste já estabelecido gênero como Zack Snyder (Watchmen), Joss Whedon (Os Vingadores), Edgar Wright (Scott Pilgrim), Bryan Singer (franquia X-men), entre outros. Interessante notar que entre este grupo há um realizador que definitivamente ama levar os quadrinhos para a telona e com uma capacidade incrível de fazer isso, o responsável por isto é Matthew Vaughn.

O Jogo da Imitação – O enigma por trás de um homem

2382_307 2382 3357 640x940Indicado a 8 Oscars, incluindo nas categorias de Filme, Ator, Roteiro e Trilha, O Jogo da Imitação se assemelha muito a outro premiado filme da temporada: A Teoria de Tudo. Ambos são cinebiografias de célebres ingleses que utilizaram todo o seu conhecimento (lá na teoria física, aqui na prática matemática) em prol da humanidade. Quando analisados de perto, O Jogo também apresenta sérios problemas de narrativa, mas felizmente consegue acertar mais do que A Teoria, conseguindo driblar seus problemas e construir uma história extremamente interessante e com um ritmo veloz e agradável ao público que o assiste.

O biografado aqui é Alan Turing, gênio da Matemática que teve uma virada em sua vida quando passou a trabalhar, durante a Segunda Guerra Mundial, para o governo britânico, ajudando a desvendar a máquina Enigma, usada pelos alemães para coordenar os seus ataques no conflito. Paralelamente, Turing tem que lidar com desconfianças em relação ao seu trabalho, suspeitas de ser um espião soviético e – principalmente – com a problemática de sua homossexualidade, considerada crime pelo Reino Unido na época.

666… o número da persistência

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1, 2, 3, 4, 5 e, agora, 6 anos de Pisovelho (antigo Primeira Impressão, Segunda Opinião). O site completa seis anos de muita informação sobre as novidades do cinema, música, games e literatura, com uma equipe de críticos  que amam compartilhar o seu conhecimento.