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TViciados (15) - True Detective (2ª Temporada)


Em 2014, a HBO foi surpreendida pelo sucesso de True Detective. Ainda que ancorada pelos nomes de peso de Matthew McConaughey (vindo de sua melhor fase, tendo inclusive um Oscar recente na prateleira), Woody Harrelson e Michelle Monaghan, a pegada noir e muitas vezes niilista da série – que a princípio teria uma temporada única – não prometia grande popularidade com o público em geral. Quando veio o sucesso de crítica e de audiência, a emissora não pensou duas vezes: renovou a série para uma segunda temporada. Tendo encerrado definitivamente o plot de sua primeira trama, apostou em um segundo ato com novos personagens em uma história totalmente diferente, porém norteada pela mesma atmosfera que consagrou a temporada de estreia.

Praticamente um ano depois, estreou a tão aguardada segunda temporada da série policial, desta vez focada em uma investigação muito maior do que a do caso narrado na temporada estreada por Matthew e Woody. Ao invés de apenas dois policiais, agora temos três – interpretados por Rachel McAdams, Collin Farrell e Taylor Kitsch – vindos de repartições diferentes e com motivações também distintas para estarem participando da investigação. A investigação em si também sai do universo dos serial killers para adentrar o mundo da corrupção, um tema cada vez mais presente tanto nas manchetes jornalísticas quanto no mundo artístico.

Burning Bridges - Bon Jovi


O último álbum de uma era, mas não o próximo da banda. Desta maneira foi que o vocalista Jon Bon Jovi definiu Burning Bridges, décimo terceiro álbum de estúdio da banda Bon Jovi. Um trabalho que contém algumas músicas inéditas entre outras que não foram aproveitadas nos discos anteriores. Sem rodeios, um lançamento para livrar-se de vez da Mercury Records, gravadora que a banda permaneceu por trinta anos. Assim surge um álbum que é mais um presente para os fãs do que qualquer outra coisa, um pré-aquecimento para o vindouro álbum "oficial" em 2016.   

A Comédia Trágica ou a Tragédia Cômica de Mr. Punch - Neil Gaiman

A palavra nostalgia, etimologicamente, é formada pelos termos gregos nostós, regresso a casa, e álgos, dor. Bem, não é necessário ser um profundo conhecedor das palavras para saber que toda saudade traz um punhado de dor junto dela. É esse o ponto crucial de Mr. Punch – a saudade e a dor da infância.

Essa história é narrada sob a perspectiva de um menino, que ao contrair uma doença vai se recuperar na casa dos avós.  Durante a estadia, o garoto descobre diversos segredos de família, como a depressão da avó causada pelas traições do avô e a doença mal explicada de seu tio-avô. 

Locadora (53) - Viva o Brasil!

Com tantos filmes que abordam o nosso cotidiano, é sempre divertido e interessante quando surgem obras que fogem um pouco da realidade que estamos acostumados, como aquelas que retratam o mundo daqueles cujas mentes não vivem na mesma sintonia que as nossas. A loucura sempre rendeu grandes obras cinematográficas, como Um Estranho No Ninho e Cisne Negro, mas é muito subestimada pelo cinema nacional, só tendo sido tratada com enfoque no ótimo Bicho de Sete Cabeças. Agora, mais de uma década depois, Carolina Jabor volta ao tema com Boa Sorte.

Aqui, João (João Pedro Zappa) é um jovem que está vivendo sua primeira experiência em uma clínica psiquiátrica, mas que já não se conectava com sua realidade há muito tempo. Viciado em remédios e com um comportamento muito distante do “comum” para sua família e amigos, ele só começa a viver a felicidade ao se apaixonar por Judite (Deborah Secco) na clínica, uma soropositiva que parece ser a única a compreendê-lo e aceita-lo como ele é.

A falta de carisma de Zappa como protagonista e a insuportável personagem Felipe de Pablo Sanábio faz com que tenhamos uma grande dificuldade inicial de embarcarmos no filme, o qual só começa a mostrar a que veio ao desenvolver a relação de João e Judite, a qual é interpretada de forma brilhante por Deborah Secco. É inclusive curioso que, com um roteiro (assinado por Jorge e Pedro Furtado) com situações tão criativas e inusitadas, os momentos que funcionem melhor sejam os que usam clichês românticos e saídas fáceis (mascarados pela ideia da loucura), justamente por serem esses os que mais valorizam o trabalho de Deborah. O ingresso, então, passa a valer principalmente por ela, mas também pelos ótimos momentos que a direção certeira de Carolina Jabor proporciona, como aquele em que o trio formado por João, Judite e Felipe dançam pela clínica, mostrando o fantástico domínio de câmera que a diretora possui.

Ah! O ingresso vale mais ainda pela presença de Fernanda Montenegro como a avó de Judite. Mesmo participando de poucas cenas, a atriz consegue encarnar – como esperado – com perfeição o tom agridoce trazido por Furtado e Jabor e que já funcionou muito bem em filmes como Meu Tio Matou um Cara e Saneamento Básico – O Filme. Talvez um cuidado maior com a escolha de elenco e com a preciosidade do tema pudessem fazer de Boa Sorte um grande momento do cinema nacional.

Nota: Bom

Quarteto Fantástico - Um piloto de uma série qualquer

Uma das principais marcas da Marvel, o Quarteto Fantástico, já teve a honra (ou seria desonra?) de ser adaptada três vezes no cinema. A primeira nem conta muito, pois é assumida como um trash. Contudo, os dois últimos, produzidos pela Fox, a mesma responsável por ótimos filmes da franquia X-Men, foram verdadeiras decepções, resultando em dois exemplos de como não só realizar um filme de super-herói, mas de como não realizar nenhum filme. 

Este ano, era a chance do estúdio redimir-se pelo fiasco. A expectativa para esta nova adaptação só melhorou após a contratação de um bom elenco e trailers promissores. Bom, a única certeza que tive ao terminar de assistir o novo Quarteto Fantástico foi que urgentemente os direitos autorais da franquia devem ser devolvidos para a Marvel que, mesmo não sendo sinônimo de altíssima qualidade, pelo menos teria a capacidade de tratar melhor esses quatro heróis que estão cansados de sofrer não nas mãos de vilões fortes, mas de fracos produtores.