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No Place In Heaven - MIKA


Deste We Are Young, música do filme Kick-Ass, virei um grande admirador do trabalho do britânico Michael Holbrook Penniman Jr., mais conhecido como MIKA. Embora não tenha a mesma atenção que outros artistas da indústria pop, o músico se diferencia por suas letras inusitadas, poéticas e/ou divertidas com melodias extremamente viciantes, além de um talento admirável no piano, visual imaginativo - principalmente nos clipes e shows - e o uso de falsetes que raramente ficam irritantes (diferente de Justin Hawkins, por exemplo). Neste ano, o cantor lançou seu quarto álbum de estúdio, No Place In Heaven, que traz suas composições mais intimistas e maduras, o bastante para relevar a falta de inspiração em algumas faixas. 

O Exterminador do Futuro: Gênesis

Curioso notar que em uma semana tive uma das melhores experiências da minha vida ao assistir a animação Divertida Mente, enquanto na outra o tédio de ver O Exterminador do Futuro: Gênesis me fez querer ir embora logo do cinema. Os dois primeiros filmes da franquia - considero os únicos relevantes - são clássicos do gênero de ação. Uma aula de James Cameron de como desenvolver uma história complexa sobre viagem do tempo de uma forma que fique lúdico para o público entender, uma habilidade que ele sempre soube fazer, principalmente em seu último trabalho Avatar. Quem gosta ou um dia deseja ser diretor no gênero, Cameron é um dos mestres a ser seguido. 


As continuações foram tentativas óbvias de tirar o máximo possível de lucro do sucesso que a nostalgia poderia trazer, pois a história de ambos, além de enfraquecer o cânone principal, não contribuíram significantemente para a expansão do universo. Até gosto de A Salvação por ter uma outra perspectiva da história, mas de longe é uma obra marcante. Agora, em uma época que antigas franquias estão voltando, algumas com soberba competência como Mad Max - Estrada da Fúria, outras nem tanto como Jurassic World - O Mundo dos Dinossauros, é a vez de T-800 entrar em ação para mudar o futuro outra vez, e ainda com o carismático Arnold Schwarzenegger retornando ao protagonismo. Uma pena que o quinto filme conseguiu ser o pior da série até este momento, pois um futuro nada promissor visa novas continuações que só podem ser planejadas pelas máquinas para destruir os nossos cérebros. 

Divertida Mente - O emocionante retorno da Pixar

Antes de escrever sobre a nova animação da Pixar, é necessário relembrar o período sombrio que a empresa passou nos últimos anos, culminando em um 2014 sem nenhum lançamento inédito (deste 2006 a empresa lançou um filme por ano). Toy Story 3 fechou um ciclo e manteve o estúdio no auge com um futuro promissor pela frente. No entanto, o que ninguém esperava é que os próximos projetos deixassem a emoção em segundo plano para focar-se no puro entretenimento, seguindo a linha criativa de casas como a Disney DreamWorks

Carros 2 foi uma desculpa para vender produtos, enquanto Valente enfrentou problemas nos bastidores prejudicando o resultado final. Universidade Monstros é divertido, porém funciona muito mais pela nostalgia do primeiro do que por si próprio. Era hora de uma pausa, e depois de um ano para repensar qual seria o próximo passo, é com satisfação que vou ao cinema para conferir o retorno da Pixar em contar histórias que marcam - e até mudam - vidas. 

Drones - Muse


Com vinte e um anos de estrada, a banda Muse é atualmente uma das melhores bandas de rock e referência para as bandas novas. Sem dúvida deverá ser lembrada como uma das principais (se não for a principal) deste século. O trio de britânicos representa perfeitamente o rock contemporâneo sem deixar para trás suas influências do clássico, unindo o peso do estilo com música clássica e eletrônica. Por isso, uma grande expectativa sempre cerca um próximo álbum e assim foi com o mais recente trabalho, Drones. A banda retorna com o rock agressivo dos primeiros álbuns, além de continuar investindo em inserções eletrônicas, que foram evoluídas na obra prima The Resistence e, claro, no hipnótico The 2nd Law, resultando em uma verdadeira porrada sonora que veio para chutar muitas bundas neste ano.

Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros


Uma continuação só é necessária quando, com a intenção de desenvolver mais o universo criado no primeiro filme, há uma nova e interessante história para contar. A animação Toy Story é uexcelente exemplo disso. Quem sabe, no final das contas, ainda garantir uma boa bilheteria para o estúdio, pois na maioria das vezes, o principal fator para uma continuação é o sucesso financeiro do antecessor. 

Jurassic Park é um clássico da aventura e um dos filmes mais marcantes e sucedidos de Steven Spielberg (que, como produtor executivo, empresta o peso de seu nome para o marketing do quarto filme). Tão bem sucedido que rendeu até duas boas continuações, mas que ao decorrer delas, já vinha perdendo o fôlego. Após 14 anos desde o último filme, a Universal decidiu que era hora de retornar à franquia, ou seja, uma nova e interessante história deve ter surgido para trazer os velhos fãs para o cinema e apresentar o universo para a nova geração (queria muito ver J.J. Abrams a frente deste recomeço, mas ficarei com o seu Super 8 na memória). Contudo, Jurassic World - O Mundo dos Dinossauros é uma promessa não cumprida. Um recomeço que abusa do sentimentalismo dos fãs para obter sucesso, e não se sustenta como um filme independente dos antecessores.