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Missão: Impossível - Nação Secreta


Com a origem vinda da TV, Missão Impossível se tornou uma bem sucedida "série" no cinema, chegando à sua quinta "temporada", Nação Secreta, com um Tom Cruise, na casa dos 50, ainda em boa forma. 

O que mais gosto na franquia é a diversidade que há entre os "episódios", pois diferentes diretores já passaram por ela, deixando sua marca como o brilhante suspense de Brian de Palma, a ação absurda de John Woo, a pegada intimista de J.J. Abrams, a aventura tecnológica de Brian Bird e, agora, o bastão está nas mãos do diretor e roteirista Christopher McQuarrie que trabalhou com Cruise no bom Jack Reacher - O Último Tiro. Contudo, apesar de manter - e brincar - com o cânone da série, essa nova aventura não mantem a mesma qualidade dos dois últimos, tendo no roteiro, também escrito por Drew Pearce (do fraco Homem de Ferro 3), os seus principais problemas. Problemas que nem o agente Hunt conseguiria solucionar.

Volume Máximo (40) - Novos horizontes

Enquanto meus músicos favoritos não lançam material novo, ou já lançaram e você pode conferir as críticas no site, meu ouvido sempre está atento a novos sons, buscando autenticidade e talento em um meio com tantos artistas de fábrica. Artistas moldados por produtores que aproveitam a tendência musical para ganhar dinheiro, deste modo, contribuem para deixar ainda mais medíocre a indústria fonográfica, principalmente quando se trata do gênero pop


Bom, nas últimas semanas três artistas me chamaram a atenção, mesmo que não tragam nada de tão inovador, conseguem se diferenciar no estilo que propõem. O primeiro deles é a banda norte-americana Zac Brown Band que com o single Heavy Is The Head não precisou de mais nada para que eu ouvisse o álbum todo. Tendo a participação do vocalista Chris Cornell (ex-Soundgarden e ex-Audioslave), a música é um excelente rock clássico que curiosamente difere bastante do restante do álbum Jekyll + Hyde

O restante das 14 faixas tem um pé fincado no country e outro no pop, passando até pelo jazz em Mango Tree que apresenta um belo dueto com Sara Bareilles. Sim, pode parecer que a banda está atirando para todos os lados, mas sendo assim, eles conseguem acertar o alvo. A qualidade da produção é de tirar o chapéu. Entre as canções, destaco a empolgante Beautiful Drug, a gospel Remedy, a balada Tomorrow Never Comes e, com um Q de surf music, Castaway. Um álbum para todos os gostos, principalmente se o seu gosto for para música boa.

Cobain: Montage of Heck - Kurt as he was

Construir a imagem de uma figura pública é algo extremamente fácil, tanto que a grande mídia faz isso diariamente. A cada dia surgem novos artistas – atores, atrizes, modelos, cantores, apresentadores, diretores, e por aí vai – que são bombardeados por flashes e microfones sedentos por uma nota em colunas sensacionalistas de jornalecos de fofocas ou sites de entretenimento. Para conquistar um clique ou um centavo a mais, vale tudo. Vale tirar frases de seu contexto original, colocar em destaque fotos tiradas em momentos não muito apropriados, violar a privacidade do artista, fazer suposições maldosas, e muito mais.

Alguns não se importam nem um pouco com esse tipo de sensacionalismo e, muito pelo contrário, acabam aproveitando-o para prolongar os seus 15 minutos de fama. Não é à toa que, tempos atrás, virou piada na Internet o uso por uma grande rede de televisão brasileira o uso do termo "personalidade da mídia” como profissão para uma participante de reality show. Essas “personalidades da mídia” vivem de ter suas imagens construídas pelos veículos de comunicação e, normalmente, quando morre o interesse destes meios, morrem estas figuras também.

Homem-Formiga - Uma pequena grande diversão


Olhando para o passado com uma lupa, o filme do Homem-Formiga era um projeto da Marvel Studios que parecia nunca vingar. O sucesso de Guardiões da Galáxia foi tudo que a empresa precisava para perder o receio e autorizar a produção deste personagem que não tem a mesma popularidade de um Homem de Ferro ou Capitão América (e olha que esses nem são tão populares assim como o Homem-Aranha e X-Men por exemplo) e muitas vezes é alvo de piadas por causa do seu principal poder. 

No início da produção, Edgar Wright (Scott Pilgrim Contra o Mundo) foi o escolhido para dirigir a aventura. Uma escolha estranha em se tratando da Marvel, já que o estúdio gosta de ter um controle sobre suas produções e Wright é um diretor autoral, assim, essas "diferenças criativas" foram o bastante para substituí-lo por Peyton Reed (Sim, Senhor) e investir todo o potencial do filme no carisma do ator Paul Rudd.

TViciados (14) - Game of Thrones


Quando comecei a acompanhar Game of Thrones no não tão distante ano de 2011, confesso que não esperava muito da série. Não que não esperasse muito em termos de qualidade (até porque a HBO costuma manter um padrão muito alto de qualidade de todas as suas produções, de séries a filmes originais), mas em termos de repercussão esperava o mesmo de outras séries da emissora, como Mad Men e The Sopranos, em que o sucesso é relativizado frente a um público extremamente seleto e limitado, algo relacionado à própria linha do canal da TV fechada norte-americana.