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Mapa Para as Estrelas – Uma constelação sem brilho

ME

Sempre tomei o cuidado de nunca idolatrar nenhuma celebridade. Não há nada de errado em idolatrar a arte de um artista que você admira.  Por exemplo, adoro o trabalho de Daniel Day-Lewis como ator, Martin Scorsese como diretor e Bon Jovi é minha banda favorita. Contudo, dificilmente confundirei o artista do ser humano que ele é, pois sua arte pode ser perfeita, mas como ser humano ninguém é, principalmente em Hollywood.

A proposta do realizador David Cronenberg – outro que admiro o trabalho – é mostrar a vida das celebridades sem o glamour que as mídias baba-ovo as vestem, e nada melhor para exemplificar isso, uma cena que vemos um dialogo de uma celebridade com sua assistente, enquanto ela faz suas necessidades no banheiro.

Locadora (45) – Fatalidade

DF

Quando terminei de assistir Sin City – A Cidade do Pecado pela primeira vez (e de lá pra cá foram umas sete), queria voltar para aquela cidade e conhecer novas histórias o mais rápido possível, por isso fiquei feliz quando o diretor Robert Rodriguez anunciou uma continuação alguns meses depois. Bom, não foi tão rápido assim, e depois de nove anos a esperada continuação, A Dama Fatal, estreou. Admito que você verá o mais do mesmo: estilização, garotas sensuais, homens transpirando masculinidade e, o mais importante para qualquer fã, muita, mas muita violência.

Garota Exemplar - A dissimulação segundo David Fincher

GG0O suspense, gênero que teve seu ápice nas mãos do mestre Alfred Hitchcock, acabou sendo marginalizado pelo cinema após a morte deste, sendo limitado a poucas produções (e grandes produções) até 1995, quando é ressuscitado pelo já clássico Seven – Os Sete Crimes Capitais, nas mãos do habilidoso David Fincher, que começava a trilhar o sucesso em Hollywood (antes havia dirigido Alien 3, que nem de longe foi um grande sucesso de crítica). Nos anos seguintes, nas mãos de Fincher, viriam outros grandes filmes: Clube da Luta, O Quarto do Pânico, Zodíaco e Millennium – Os Homens Que Não Amavam as Mulheres. Em suma: ainda temos pouquíssimos suspenses por ano, mas só de saber que teremos pelo menos um filme de Fincher, já sabemos que o gênero estará muito bem representado.

Volume Máximo (33) – Para maiores de 18 anos

Strut

Quem não conhece Lenny Kravitz quase certeza que deve conhecer seus maiores sucessos como Again e Fly Away que marcaram o final dos anos 1990. Ou quem vai ao cinema, pode reconhece-lo como o estilista Cinna na franquia Jogos Vorazes

Sabendo quem ele é ou não, o importante é que seu novo trabalho na música, Strut, é um dos álbuns mais divertidos do ano. Difícil ficar sem dançar, e é admirável como Lenny consegue trazer uma unidade entre as músicas, mesmo com a nítida diversidade de influências que ele tem na bagagem como o reggae, soul, rock e funk.

Volume Máximo (32) – Vida Moderna

V

Estava curioso sobre o futuro da banda Maroon 5, pois após o sucesso do ótimo Hands All Over (um dos melhores álbuns pop que já ouvi), principalmente pela música Moves Like Jagger, a banda quis seguir um caminho que lhe rendesse mais dinheiro do que qualidade musical. Assim, eles substituíram o som genuíno de uma banda para o auto-tune e sons eletrônicos no fraco Overexposed.

Neste novo álbum, intitulado simplesmente de V, a banda procura repetir a fórmula de seu grande sucesso com a sonoridade do antecessor. Sim, este trabalho se mostra superior ao último, mesmo assim não está a altura do que a banda já mostrou nos primeiros álbuns.